1980 Dardo Corona F-1.3

1980 Dardo Corona F-1.3


Marca
Dardo
Modelo
1980
Ano
1980
Cor
Vermelha
Motor
1.3 quatro cilindros
Transmissão
Manual
Km
21.421
Combustível
Gasolina
Local
São Paulo
Placa
Final 8
IPVA
Isento
Vendido
Não
Preço
R$ 87.000,00

O Dardo Corona F-1.3 1980 é um dos esportivos brasileiros de pequena produção mais singulares. Desenvolvido por Toni Bianco e fabricado pela Corona S.A. Viaturas e Equipamentos, combina carroceria targa em fibra de vidro, estrutura tubular própria, motor central transversal e tração traseira.

Apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo de 1978, o modelo utilizava a mecânica do Fiat 147 Rallye e tinha desenho inspirado no Fiat X1/9, esportivo italiano desenvolvido pela Bertone.

Este exemplar de 1980, apresentado em pintura vermelha, representa justamente a primeira fase do Dardo F-1.3, ainda marcada pelos faróis escamoteáveis integralmente ocultos e pela configuração original do projeto.

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Carroceria e Design

A carroceria constitui um dos principais elementos de identidade do Dardo. Construída em fibra de vidro, ela utiliza o formato targa de dois lugares, com teto rígido removível, linha de cintura baixa e proporções compactas. A dianteira em cunha, os faróis escamoteáveis e a traseira curta traduzem diretamente a linguagem dos esportivos europeus da década de 1970.

O projeto brasileiro tomou como referência o Fiat X1/9, cuja carroceria original nasceu no estúdio Bertone. Entretanto, Toni Bianco desenvolveu para o Dardo uma estrutura própria, formada por conjuntos tubulares integrados à carroceria. Dessa forma, o modelo não recorria às plataformas Volkswagen que serviam de base para grande parte dos esportivos nacionais de pequena produção da época.

Além disso, o teto removível reforça o caráter esportivo do conjunto. Quando retirado, transforma a experiência a bordo sem abandonar o arco estrutural central característico dos carros targa. O próprio desenho permitia acomodar o teto no compartimento dianteiro de bagagem.

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Nesta unidade, a pintura vermelha em bom estado acentua as superfícies angulares da carroceria e ressalta elementos marcantes da primeira série, sobretudo a dianteira baixa e os faróis ocultos.

Interior

O Dardo apresenta uma cabine compacta e voltada para dois ocupantes, coerente com sua proposta de esportivo leve. A posição baixa dos bancos e a proximidade dos principais comandos criam uma relação direta entre motorista e automóvel.

Nesta unidade, o interior apresenta bom estado geral, preservando a atmosfera original e o caráter esportivo do modelo. Na configuração de época, a Corona empregava materiais de padrão elevado para um fora-de-série nacional, incluindo revestimentos em couro em diferentes áreas do habitáculo.

Painel e Direção

O painel reúne instrumentos de leitura clara e comandos dispostos de maneira funcional, mantendo a atmosfera esportiva da cabine. A posição de dirigir figura entre os pontos fortes do projeto: o motorista se acomoda próximo ao solo e encontra à frente um volante de pequenas dimensões. Essa baixa posição de pilotagem aproxima o condutor do centro de gravidade do automóvel e reforça a sensação de controle, especialmente em uma carroceria compacta e leve como a do Dardo.

A direção utiliza sistema de cremalheira e pinhão, sem assistência, proporcionando respostas diretas e uma condução envolvente ao condutor. A configuração de motor central também exerce papel importante nesse comportamento: instalado atrás dos ocupantes e entre os eixos, o conjunto contribui para uma distribuição de peso mais equilibrada, favorecendo a estabilidade, a agilidade e a facilidade de controle do modelo em curvas.

Motor e Câmbio

O Dardo F-1.3 utiliza o conjunto mecânico do Fiat 147 Rallye, mas em uma configuração radicalmente diferente daquela encontrada no hatchback. O motor de quatro cilindros e 1.297 cm³ fica instalado transversalmente entre os eixos, atrás dos ocupantes, enquanto o radiador ocupa a dianteira. O conjunto envia a força para as rodas traseiras.

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O propulsor desenvolve 72 cv a 5.800 rpm e 10,8 kgfm de torque a 4.000 rpm, com alimentação por carburador Weber de corpo duplo. Assim, mais do que buscar números absolutos de potência, o Dardo explora uma arquitetura típica de esportivos: motor central, baixo peso câmbio manual e tração traseira.

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O peso estimado de aproximadamente 892 kg favorece a dinâmica, enquanto a suspensão independente do tipo McPherson nos quatro cantos proporciona comportamento característico de um automóvel desenvolvido com atenção à condução. Além disso, o Dardo utiliza freios a disco nas quatro rodas, uma especificação sofisticada para um esportivo brasileiro do início dos anos 1980.

Características Adicionais

A disposição do motor também trouxe uma solução incomum para um pequeno esportivo de dois lugares: o Dardo possui dois compartimentos de bagagem, um dianteiro e outro traseiro. Juntos, eles ofereciam cerca de 310 litros de capacidade, enquanto o estepe ocupava uma posição atrás do banco do passageiro.

As rodas de liga leve de 13 polegadas integravam o conjunto original do F-1.3, enquanto o teto rígido removível ampliava a versatilidade do modelo. Sobretudo, o Dardo combinava soluções encontradas em esportivos europeus — como carroceria targa, motor central e faróis escamoteáveis — com componentes mecânicos disponíveis no mercado brasileiro.

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Outro aspecto importante envolve sua relação com a Fiat. Embora a Corona fabricasse o automóvel, a própria rede Fiat chegou a comercializar o Dardo e a prestar garantia e assistência técnica, algo incomum entre os fora-de-série nacionais. Por isso, o modelo também ficou popularmente conhecido como “Fiat Dardo”, embora sua fabricante fosse a Corona.

História e Tradição

A história do Dardo começa no final da década de 1970. Com as importações severamente restringidas, empresas nacionais encontraram espaço para desenvolver esportivos de pequena produção capazes de oferecer ao consumidor brasileiro algo diferente dos automóveis fabricados em grande escala.

Nesse contexto, a Corona S.A. Viaturas e Equipamentos, empresa sediada em Diadema e pertencente ao Grupo Caloi, desenvolveu o Dardo sob a direção técnica de Toni Bianco, um dos nomes mais importantes da história dos esportivos brasileiros. O modelo estreou no Salão do Automóvel de São Paulo de 1978 e chegou às ruas no ano seguinte.

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Sua principal referência era o Fiat X1/9, esportivo italiano de motor central concebido pela Bertone. Entretanto, o Dardo recebeu uma estrutura tubular desenvolvida especificamente para o projeto e incorporou o conjunto mecânico do Fiat 147 Rallye. Consequentemente, tornou-se o primeiro fora-de-série brasileiro a utilizar mecânica Fiat e também se destacou entre os automóveis nacionais pela instalação central do motor.

A produção sob a marca Corona terminou em 1983. Estimativas apontam para aproximadamente 300 unidades produzidas, embora não existam números oficiais precisos.

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Depois disso, o empresário italiano Rosario Di Priolo adquiriu o projeto e retomou a fabricação em Cotia, São Paulo, sob a marca Grifo, novamente com participação técnica de Toni Bianco. Portanto, o Dardo ultrapassou a breve existência da Corona e consolidou seu espaço entre os automóveis mais particulares da história da indústria brasileira.

Hoje, o Dardo interessa não apenas por sua produção limitada, mas também pelas escolhas técnicas que o diferenciaram de outros fora-de-série de seu período. Motor central transversal, tração traseira, chassi próprio, suspensão independente, quatro freios a disco e carroceria targa formam um conjunto que traduz uma fase especialmente criativa da indústria automotiva nacional.

Destaques do Exemplar

  • Carroceria targa de dois lugares
  • Teto rígido removível
  • Estrutura tubular desenvolvida para o modelo
  • Faróis escamoteáveis
  • Motor em posição central e transversal
  • Tração traseira
  • Suspensão independente nos quatro cantos
  • Freios a disco nas quatro rodas
  • Dois compartimentos de bagagem
  • Projeto desenvolvido por Toni Bianco
  • Modelo de produção limitada e de grande relevância entre os fora-de-série brasileiros

Galeria de Fotos

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Este exemplar faz parte da curadoria da The Garage e está disponível em nosso acervo. Para mais informações ou para conhecê-lo pessoalmente, entre em contato por telefone ou WhatsApp: (11) 96591-5589.

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