Ford Del Rey: o carro mais europeu produzido no Brasil, em sua época

Histórias News - 2 de março de 2020
Ford Del rey

O Ford Del Rey foi um dos melhores carros que a montadora produziu no Brasil entre as décadas de 1980 e 1990.

Dessa forma, ele é o primo rico da “família” do Corcel II, que teve ainda as peruas Belina e Scala e a picape Pampa.

Era um luxuoso sedan médio de quatro ou duas portas (com mais cara de coupé nesta configuração) baseado no Granada MkII, da Ford inglesa, e no Taunus, da Ford alemã.

Com isso, o Ford Del Rey substituiu os mais musculosos, porém envelhecidos, Galaxie e Maverick com uma vantagem bem atraente: bebia muito menos.

Ford Del Rey: especificações

Lançado em 1981 com o velho motor Renault do Corcel, o Ford Del Rey recebeu o econômico CHT 1.6 da Ford em 1984.

Com a fusão da Ford com a Volkswagem, em 1987, que deu origem à Autolatina, adotou em seguida o propulsor AP 1.8 da montadora alemã, mais potente.

Sairia de linha em 1991 com 350 mil unidades vendidas – deixando órfã uma legião de fãs, que até hoje mantém seus exemplares em perfeitas condições.

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Um carro amado por brasileiros e sua época

Em suas versões mais refinadas incorporava equipamentos de conforto ainda raros em automóveis brasileiros da época, como direção hidráulica, ar condicionado, vidros elétricos.

Veio com mimos muito apreciados também, como o relógio digital azul no console de teto e o veludo nos bancos.

Mas, se não tinha as dimensões superlativas do Galaxie, tampouco a esportividade do Maverick GT V8 (equipado com o célebre “motor canadense” 302), nem por isso o Ford Del Rey foi considerado menos interessante. Por dez anos, reinou como um dos mais desejados automóveis do país.

Dotado de uma suspensão extremamente macia, que o tornava quase perigoso em estradas sinuosas de serras, o Del Rey seduzia os usuários com mais de 40 anos principalmente pelo conforto.

Impressionante era a leveza da direção e dos pedais de freio e embreagem. E o silêncio.

Às vezes, ao parar em um sinal, era preciso conferir o painel para se ter certeza de que o motor ainda estava ligado. Hoje, com o formidável avanço tecnológico da indústria automobilística, tudo isso pode parecer bobagem.

Mas, em um tempo de carros duros e barulhentos, como quase toda a linha air cooled da Volkswagen, a suavidade do Del Rey marcou época.

Leia este artigo completo no Jornal dos Clássicos.

Marcel Ahless

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